Me sinto um privilegiado. No último ano conheci muitas pessoas incríveis, saí colecionando amizades recíprocas, inspiradoras e sem data de validade. Há quase 365 dias, a mais especial delas entrou na minha vida de maneira despretensiosa e muito autêntica. Estou falando sobre você.

Na minha faculdade, sentado à mesa de plástico e com a mochila tão pesada quanto possível na cadeira ao lado, você mexia no celular de uma forma agitada. Com vergonha, não olhava pra mim quando falava comigo, mesmo depois de várias conversas na Internet. Mas depois de um instante acredito que tenha ficado à vontade, a ponto de me bombardear com seu humor que é diferente de tudo o que eu já presenciei.

A partir daí você levantou uma casa em mim, onde a intimidade é nossa fundação e as confissões, a alvenaria. Nosso assunto não acaba. É como a discografia da Björk em looping, flutuando da serenidade à gritaria extrema.

Aprendi que atenção se ganha, não se implora. E nesse departamento você é mais do que generoso comigo. Até mesmo durante minhas crises niilistas você quer me ouvir, e ainda me ajuda a lidar com meus demônios. Eu recebo tanto, mas tanto, que muitas vezes não consigo dar o que você merece.

Talvez a minha maior preocupação seja essa, não retribuir o suficiente. Porque você se tornou uma pessoa tão importante pra mim a ponto de querer falar isso pra todo mundo. Você não é normal, você é especial. Assim, do seu jeito. Não precisa mudar nada, pois eu gosto exatamente e milimetricamente aquilo que você é.

Gosto tanto que aceito seu vício em Kardashians, sua preguiça em fazer algo que você é ótimo e ainda sua mania incansável em usar roupa de frio até mesmo quando o termômetro pede socorro.

Agradeço por você estar aqui, mesmo estando aí. Você se tornou um pouco meu, e sinto que sua vida também diz respeito a mim. Obrigado por ficar, obrigado por não ir. Obrigado por ser permanente. Obrigado e… obrigado.

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Posted by:Hernandes Matias Junior

Eu acordo cedo nos feriados. O vício da rotina não me permite acordar depois das nove, ao mesmo tempo que a TV me bombardeia sem tréguas com a programação da manhã e me causa sonolência, mas não tédio. Tédio é sentimento de pessoas que não têm inspiração, e isso é o que não me falta.

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