Hoje eu tinha tudo para estar triste. Pela primeira vez eu desejei a morte de alguém, e pela primeira vez eu desejei que fizesse sol, pois a chuva deixa o ambiente mais pesado. Apesar de tudo, eu estou normal.

Um cara que eu conheci no final do ano passado e que de início se mostrou super bacana a ponto de eu trazê-lo até a minha casa, tomarmos banho juntos, dormirmos juntos e assistirmos a “Tatuagem” juntos, começou a se tornar um completo idiota dias atrás, dizendo uma série de coisas que demonstravam um sensibilidade bem admirável, mas que depois eu percebi que tudo não passava de teatro. Ele até chegou a dizer que tinha medo de me magoar, porque eu sou uma pessoa legal.

Ontem, numa festa LGBT, esse cara chegou querendo beijar um rapaz que é meu amigo, sem saber da nossa amizade. Esse amigo, que é bem recente, o deu um fora com “só tenho três palavras para você: Hernandes Matias Junior. Ele é meu amigo”. Saiu todo quadrado, com a mão no rosto, perdendo toda a compostura que um dia já teve.

Eu poderia ficar muito deprimido, pois eu realmente estava gostando dele. Com meus olhos lacrimejando, fui ao banheiro e, olhando no espelho, vi quem sou. Modéstia à parte, eu sou uma pessoa muito bacana. Tudo o que eu quero na vida é viver a minha da melhor forma. Eu sou um homem trabalhador, lindo, inteligente, criativo, autêntico e, realmente, muito sensível.

No último ano eu realizei vários sonhos que tinha desde sempre. Realizei porque eu me esforcei muito, muito mesmo, e tenho vontade e força o suficiente para conquistar vários outros. Nunca vou desistir da vida. Eu venho do nada, e estou saindo por aí conquistando a tudo e a todos.

E se eu sou tudo isso, por que eu ficaria pra baixo por causa de um cara egoísta, narcisista e que se acha muito importante? Não é que eu não vou ficar triste, é que eu simplesmente não posso. Eu não mereço isso. Tento ser o tipo de pessoa que admiro e eu consigo. Não há porquê me entristecer, pois eu não estou perdendo nada. Eu continuo sendo uma pessoa ótima. E ninguém vai me magoar.

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Posted by:Hernandes Matias Junior

Eu acordo cedo nos feriados. O vício da rotina não me permite acordar depois das nove, ao mesmo tempo que a TV me bombardeia sem tréguas com a programação da manhã e me causa sonolência, mas não tédio. Tédio é sentimento de pessoas que não têm inspiração, e isso é o que não me falta.

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