O massacre que matou pelo menos 49 pessoas na boate gay em Orlando, Estados Unidos, fez com que percebamos que não estamos seguros em nenhum lugar. Armado até os dentes, Omar Mateen não só tirou a vida de quem ali estava como também deu uma punhalada no peito de toda a comunidade LGBT. Claramente um ato de ódio e repudiado por qualquer um que tenha domínio sobre suas faculdades mentais, a matança, além de espalhar sangue, chocou pela existência de apoiadores.

As boates e festas LGBT’s têm uma importância exponencial na autoestima de quem as frequentam. São nessas reuniões que pessoas podem ser elas mesmas, sem máscaras, e tendo um repouso em plena batalha. Numa festa LGBT você pode beijar quem quiser, se vestir como quiser, dançar como quiser, sem ter medo de qualquer agressão.

Para perder as esperanças na humanidade, basta entrar no G1 e ler os comentários feitos por usuários logo abaixo de qualquer matéria sobre o Massacre em Orlando. São indivíduos repugnantes, dignos de pena e cadeia, e que se aproveitam do anonimato proporcionado pela Internet para despejar toda sua imbecilidade e crueldade. Existem vários Omar Mateens pelo mundo; a diferença é que alguns têm armas para materializar seus preconceitos.

Por mais que a LGBTfobia tenha suas raízes na religião, já que alguém, algum dia, disse que homem beijar homem e mulher beijar mulher é errado, não se pode culpar os cristãos. Os cristãos não são culpados pela matança em Orlando, nem os muçulmanos pelo terrorismo. Os culpados são os preconceituosos.

Fala-se que os LGBT’s querem, na verdade, privilégios. Que a existência de boates exclusivamente gays ou da criação que torna crime a homofobia são regalias. Gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis estão morrendo por serem eles mesmos, enquanto em pleno 2016 a onda conservadora mostra-se cada vez mais uma tsunami.

É preciso respeito. A piadinha inocente mata LGBT’s todos os dias e absolutamente ninguém está livre do ódio. Alguns se vão, mas o futuro é certo: a revolução erguerá uma bandeira do arco-íris.

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Posted by:Hernandes Matias Junior

Eu acordo cedo nos feriados. O vício da rotina não me permite acordar depois das nove, ao mesmo tempo que a TV me bombardeia sem tréguas com a programação da manhã e me causa sonolência, mas não tédio. Tédio é sentimento de pessoas que não têm inspiração, e isso é o que não me falta.

One thought on “A LGBTfobia mora ao lado

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