Nesta quarta-feira, 25 de maio, viralizou na Internet um vídeo em que uma adolescente aparece nua, dopada e com marcas de violência e comentários dando a entender que se tratava de uma vítima de estupro coletivo. Um grupo de mais de 30 homens a teria violentado na Zona Oeste do Rio de Janeiro e depois alguns deles teriam filmado o crime para compartilhar nas redes sociais.

Em uma das imagens, um homem aparece posando com a língua para fora enquanto o corpo da menina aparece com a pelve ensanguentada atrás. Na legenda, ele diz “Estado do Rio de Janeiro inaugura novo túnel para a passagem do trem bala do marreta”.

Ela tem 17 anos, foi estuprada no dia 20 de maio e encontrada cinco dias depois, quando o vídeo viralizou. Agora a menina se encontra com a família, que pede o anonimato para preservar sua segurança e saúde física e mental enquanto aguarda por justiça.

Os criminosos não são apenas esses 30 homens. Os criminosos também são aqueles que ajudam na permanência da cultura do estupro que teima em manter suas raízes na sociedade. Você também pode ter feito parte do estupro coletivo.

Quando você julga uma menina pelo tamanho da sua saia.

Quando você coloca “boa noite, Cinderela” na bebida de uma mulher para se aproveitar enquanto ela está dopada.

Quando você expõe a intimidade de uma garota na Internet sem o seu consentimento.

Quando você recebe fotos íntimas de uma mulher e as mostram para os amigos.

Quando você usa a força para ficar com uma menina.

Quando você critica a luta das feministas.

Quando você culpa a mulher pelo estupro.

Sempre que você faz isso, você está compactuando com a cultura do estupro que, insaciável, eleva suas estatísticas fazendo vítimas sistematicamente.

O dever de nós, homens, é tratar as mulheres como seres humanos e apoiar movimentos como o feminismo, que luta por igualdade, respeito e integridade. Mulheres resistem e sobrevivem na luta para permanecerem vivas.

Curta a página do ‘Acerbo aos Domingos’ no Facebook.

Anúncios
Posted by:Hernandes Matias Junior

Eu acordo cedo nos feriados. O vício da rotina não me permite acordar depois das nove, ao mesmo tempo que a TV me bombardeia sem tréguas com a programação da manhã e me causa sonolência, mas não tédio. Tédio é sentimento de pessoas que não têm inspiração, e isso é o que não me falta.

One thought on “Nós fizemos parte do estupro coletivo

  1. Não entendi. Eu não sou um estuprador. E claro que não fiz parte de nada disso. Se você se sente culpado e parte disso, problema seu. Eu não participei e nunca participaria de algo assim. E não culpo as mulheres pelos estupros. Mas não consigo ter pena de quem entra na jaula do leão gritando ao mundo que tem todo o direito de estar lá e ele não tem o direito de te matar. Burrice é fatal.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s