Como dito aqui, estamos vivendo um momento de angústia em relação a oportunidades. Somos uma geração de muito estudo e pouco emprego. Eu, como estudante do 7º período de Engenharia Civil, estou apreensivo: me formo no final do ano que vem e não vejo uma luz no fim desse túnel bem longo do desemprego.

Mas todos estamos assim. Não importa se você é de exatas, humanas ou biológicas. Se cursa direito, engenharia ou farmácia. O futuro é incerto, a não ser que você seja da família Campos de Pernambuco.

João Campos, 22 anos, prestes a se formar em Engenharia Civil, será o novo chefe de Gabinete do estado de Pernambuco. Ele é filho do ex-governador pernambucano, ex-candidato à Presidência da República e agora finado (infelizmente, pois gostaríamos de obter respostas sobre todos os indícios de corrupção em seu governo) Eduardo Campos. Aliás, João irá ocupar a mesma função que o pai exerceu no segundo governo de Miguel Arraes, entre 1987 e 1990.

Maria Eduarda Campos, 23 anos, foi indicada como gerente no Instituto Pelópidas Silveira, da prefeitura do Recife. Também filha do suposto corrupto Eduardo Campos, que agora parece ter sido canonizado em Pernambuco.

Os dois ocuparão cargos de responsabilidade que deveriam ser destinados a pessoas com experiência. Infelizmente, esse apadrinhamento descarado é só mais um no Brasil. ACM Neto, Marco Antônio Cabral e Aécio Neves são prova disso (aliás, este último foi presenteado com um cargo público aos 17 anos).

Vivemos um momento tenso de debate. Como esquecer o uso da meritocracia como argumento para políticas sociais e raciais de inclusão? Nestes casos citados acima há algum mérito? O que fizeram João Campos, Maria Eduarda, ACM Neto, Marco Antônio Cabral e Aécio Neves para merecerem os cargos pelos quais foram nomeados?

Nada.

E o pior: João Campos disse a uma repórter que lutará pela igualdade de oportunidades. Sim, o oportunista que usa a influência da família fala de oportunidade enquanto recebe mais de sete mil reais por mês.

A crise, meus amigos, não é para todos.

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Posted by:HERNANDES

Eu sou um protesto contra a insensibilidade.

2 replies on “A família real de Pernambuco

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