Hoje parei para analisar minhas roupas e cheguei à várias conclusões. Primeiro, preciso parar de comprar roupa preta, existem outras cores que eu deveria começar a usar. Segundo, atualmente não existe nada mais cafona que ter muita roupa.

Alguns anos atrás você com certeza já viu pela televisão alguma famosa mostrando seu guarda-roupa. Na maioria das vezes, um quarto inteiro só para roupas, calçados e acessórios. E a gente achava o máximo, queria ter também. Hoje em dia se alguém vai a um programa para mostrar seu mega guarda-roupa essa pessoa é chamada de brega. E é mesmo.

Nunca o extravagante esteve tão fora de moda e nunca o simples foi tão valorizado. O sucesso do ‘Masterchef’ comprova isso. Em que outro momento um reality show de culinária fez tanto sucesso? É um programa sobre comida, uma arte milenar, muitas vezes esquecida, passada de pais para filhos. Antes explorado apenas por apresentadoras como Ana Maria Braga, tais programas eram majoritariamente assistidos por mulheres mais velhas. Hoje em dia, não. ‘Masterchef’ tem uma audiência enorme.

Também na televisão, o ‘Desafio da Beleza’ valoriza maquiadores. Maquiadores, profissão que por muito tempo foi associada à classe média baixa de forma pejorativa. Existem pessoas valorizando o trabalho de profissionais maravilhosos e isso é uma vitória.

Nunca se apreciou tanto a arte de cortar o cabelo. Assim como os maquiadores, cabeleireiros não tinham a atenção merecida por parte da sociedade. Não só o corte do cabelo, como também sua coloração, hidratação. Finalmente estamos prestando atenção em artes não-glamourizadas.

A arte da costura. Transformar tecidos crus em roupas maravilhosas. Outra habilidade milenar que até que enfim tomou os holofotes e emociona as pessoas que têm sensibilidade. A roupa conta uma história.

E que me perdoem os arquitetos, advogados, designers, publicitários. Vocês não estão mais na ‘moda’. Agora é a vez do simples.

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Posted by:Hernandes Matias Junior

Eu acordo cedo nos feriados. O vício da rotina não me permite acordar depois das nove, ao mesmo tempo que a TV me bombardeia sem tréguas com a programação da manhã e me causa sonolência, mas não tédio. Tédio é sentimento de pessoas que não têm inspiração, e isso é o que não me falta.

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