Se concentrar em algo no celular é uma coisa tão comum que não percebemos o tempo passar e o que isso influencia o que está ao nosso redor. O vício em celular está mudando o mundo e criando obstáculos em diversos negócios, como o dos restaurantes. Faremos uma análise do que acontecia há 10 anos atrás e o que acontece hoje quando um cliente entra em um restaurante para jantar.

Em 2005, os clientes chegavam ao restaurante e esperavam alguns minutinhos para sentar. Após se sentarem, o garçom trazia os cardápios e eles demoravam cerca de 8 minutos para fazer o pedido. A comida chegava em cerca de 6 minutos. Depois de comer, o cardápio chega e depois de 5 minutos eles saem. O tempo médio em que o cliente ficava no restaurante era cerca de 1:05 minutos.

Hoje, há muitos espaços de tempo entre cada fase citada acima. Os clientes chegam ao restaurante e esperam alguns minutos para se sentar, pois todas as mesas estão ocupadas. Após se sentarem, os clientes já tiram o celular do bolso e fazem algumas fotos. Alguns clientes pedem para mudar de lugar, pois o lugar onde estão não é tão fotogênico. O garçom traz o cardápio e tira algumas dúvidas dos clientes em relação ao Wi-Fi. O garçom volta para anotar os pedidos e eles ainda não decidiram o que comer, pois estavam ocupados usando seus smartphones. Finalmente, os clientes estão prontos para pedir – isso depois de 21 minutos.

A comida chega em cerca de 6 minutos e os clientes já calibram seus celulares para as fotos. Ficam em média 3 minutos tirando fotos da comida e depois mais 5 minutos tirando fotos de si, inclusive com a ajuda do garçom, que poderia estar atendendo outras mesas. Com toda essa demora, alguns clientes pedem para esquentar a comida que já se encontra fria. Depois que a comida volta para o cliente, ele ainda demora para terminar de comer, pois muitas vezes come usando o celular.

Já satisfeitos, o garçom traz a conta e os clientes ainda demoram 15 minutos para pagá-la e saírem do estabelecimento. O tempo médio em que os clientes ficam no restaurante, neste caso, é 1:55 minutos. Quase o dobro de tempo que gastavam em 2005.

Com toda essa demora, o restaurante tem um prejuízo enorme. A mesa que está sendo ocupada por pessoas utilizando o celular poderia estar sendo ocupada pelas pessoas que estão lá fora esperando por uma mesa livre. Alguns restaurantes já estão fechando as portas por causa do vício em celular que a maioria das pessoas tem – inclusive eu. Mas nós estamos muito ocupados em atualizar o Instagram para perceber isso.

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Posted by:HERNANDES

Eu sou um protesto contra a insensibilidade.

3 replies on “O vício em celular e o prejuízo dos restaurantes

  1. Achei interessante seu ponto de vista, mas é fato que muitos bares, principalmente os de happy hour, começaram a faturar mais, pois as pessoas ficando mais tempo dentro da casa, acabam bebendo mais e não dá pra ficar bebendo muito sem ao menos “beliscar” alguma coisa.
    Então acho que é uma faca de 2 gumes…

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  2. Bem, o tema é extenso até porque não se resume a restaurantes apenas, o uso e principalmente o mal uso dos celulares estão presentes em todas as partes, e ainda piores no meio corporativo, onde os prejuízos são maiores e mais difíceis de se lhe dar.

    Muitos bares e restaurantes além do já “manjado” WiFi, já inovaram oferecendo menus virtuais e até mesmo pedidos através de aplicativos, tudo no intuito de melhorar o atendimento e a própria imagem da empresa. Mas nem isso é capaz de segurar a atenção do cliente por muito tempo, na verdade em muitos casos é só mais um motivo pra turma ficar mais tempo com os aparelhos nas mãos.

    Agora vejo o celular como o veículo, não propriamente como o vilão e eu explico o por quê: Se prestarmos atenção na utilização desses aparelhos, é fácil perceber que 80% do tempo, ou mais, são gastos exclusivamente com mídias sociais e é ai que fica complicado. Hoje ninguém que sair de casa para se divertir se não puder mostrar pra todos o quanto está se divertindo, ou onde está se divertindo e ainda com quem está se divertindo.

    Infelizmente a humanidade vai ter que se adaptar com a tecnologia na mesma proporção que a tecnologia se enquadrou na futilidade humana.

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