Toda uma vida dedicada aos filhos, anos educando-os, até que um dia percebeu que eles caíram no mundo e que agora têm sua própria família e obrigações. A mãe olha para o quarto e o vê arrumado, a toalha não está jogada sobre a cama e as roupas estão organizadas no guarda-roupa. O que era barulhento, agora o silêncio reina. Aí vem a depressão.

Mesmo com os 3 filhos morando na mesma rua, minha tia ainda encontra solidão dentro de casa.

No meio de toda essa depressão, seu marido se acidentou e ficou em estado gravíssimo no hospital, até sua morte.

A morte de um homem é dura para seus filhos, mas não se compara a dor sentida pela esposa, que estava casada com o mesmo há mais de 30 anos, que sempre o respeitou, que passou por poucas e boas junto à ele e que agora tudo parece acabado.

Uma dor enorme ao saber da morte, o ápice de sofrimento quando o caixão chega ao velório e o vazio quando parte para o cemitério.

Estamos muito preparados para a vida, e nada preparados para a morte. O pensamento de que era a hora dele partir, que Deus o chamou, soa muito como uma frase de conforto, para não se questionar sobre a morte, embora este raciocínio possa mesmo ser verdade, quem sabe.

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Posted by:Hernandes Matias Junior

Eu acordo cedo nos feriados. O vício da rotina não me permite acordar depois das nove, ao mesmo tempo que a TV me bombardeia sem tréguas com a programação da manhã e me causa sonolência, mas não tédio. Tédio é sentimento de pessoas que não têm inspiração, e isso é o que não me falta.

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